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Sábado, 01 de Agosto 2026
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Notícias / Espírito Santo

10 municípios estão na mira do Tribunal de Contas do ES por afrouxarem a quarentena

Eles criaram decretos que liberam o funcionamento de restaurantes, lanchonetes, academias, óticas e salões de beleza durante a quarentena

10 municípios estão na mira do Tribunal de Contas do ES por afrouxarem a quarentena
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Dez municípios capixabas estão na mira do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES), por terem criado decretos que afrouxam o decreto estadual elaborado pelo governador Renato Casagrande (PSB) e que determina medidas restritivas para enfrentamento da Covid-19.

Os principais problemas identificados nos decretos criados pelos municípios foram a liberação para funcionamento de restaurantes, lanchonetes, academias, óticas e salões de beleza durante o período de 14 dias de quarentena estabelecido pelo governo, regulando essas atividades em contrariedade às normas estabelecidas por Casagrande.

A decisão foi proferida em caráter de urgência pelo relator em substituição, conselheiro Marco Antônio da Silva, e acompanhada por unanimidade na sessão plenária do TCE-ES desta terça-feira (23). A adequação dos decretos deverá ser feita no prazo de 24 horas, sob pena de multa diária por descumprimento.

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Os municípios com irregularidades são Afonso Cláudio, Cariacica, Conceição do Castelo, Ibiraçu, Iúna, Linhares, Santa Leopoldina, São Gabriel da Palha, Vila Pavão e Vila Velha.

O relator acompanhou o entendimento da área técnica, que analisou a compatibilidade dos atos normativos expedidos pelos municípios entre os dias 17 e 19 de março de 2021 no Diário Oficial dos Municípios e nos sites dos municípios. Foram encontrados, ao todo, decretos de 50 municípios.

Em seu voto, o conselheiro relator destacou que decretos que liberam o funcionamento de determinadas atividades que estão suspensas, representam risco de grave ofensa ao interesse público, em especial, ao direito à vida.

“As determinações visam evitar o agravamento da pandemia em todo território do Espírito Santo, que se encontra com hospitais superlotados, e à beira do colapso. Deste modo, coaduno com o entendimento apresentado pela área técnica, no sentido de que eventual alegação de autonomia dos municípios não pode servir de justificativa para descumprir o decreto estadual, e assim flexibilizar as medidas restritivas nele previstas, restando evidenciado que a falta de um esforço conjunto que os entes federados, por meio de seus gestores, por certo, fragilizará o combate à pandemia”, pontuou o conselheiro Marco Antônio.

Créditos (Imagem de capa): Arte | Site da Serra

Redação Site da Serra

Publicado por:

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