Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) referentes ao primeiro trimestre de 2022 apontaram um fato na economia do Espírito Santo: o índice alto de desemprego. Foram 35.665 desligamentos contra 38.662 admissões. Mesmo com saldo positivo (2.957), o retorno das atividades pós-pandemia era de esperança para os capixabas, em relação a trabalho, mas o que se percebe é que a empregabilidade ainda é tímida, em comparação com o desemprego.
De acordo com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Espírito Santo (Sebrae/ES), as Micro e Pequenas Empresas capixabas estão sustentando este saldo positivo de empregos no Estado. Os dados do Caged apontam ainda, que o comércio demitiu muito mais do que contratou neste ano.
O setor, segundo o Sebrae/ES, sempre foi responsável pela empregabilidade no Estado e de janeiro a março deste ano demitiu 10.687 e contratou 10.095, gerando um saldo negativo de -592. Nesse mesmo embalo, a agricultura capixaba também apresentou saldo negativo com 1.395 admissões e 1.406 demissões. Porém, este fato já é esperado por conta do término da colheita do café.
Já o setor de serviços, construção e indústria, são os que mais empregaram no Espírito Santo, sendo as Micro e Pequenas Empresas, as responsáveis, segundo o Sebrae/ES. Apenas no mês de março, as empresas de todos os portes, somadas à administração pública, geraram um saldo de 2.957 empregos e destes, 2.216 foram gerados pelas MPEs, significando que as micro e pequenas empresas do Espírito Santo foram responsáveis por 74,9% dos empregos gerados no mês de março.
Para o superintendente do Sebrae/ES, Pedro Rigo, "as MPEs são as grandes responsáveis por movimentar a economia no Brasil e o mesmo acontece no Espírito Santo, que com frequência, vem registrando saldos positivos de emprego impulsionados pelos pequenos negócios", conclui.
Créditos (Imagem de capa): Mônica Moreira | Site da Serra
