No primeiro trimestre de 2025, na comparação com o quarto trimestre de 2024, a economia brasileira cresceu 1,4%. Já em comparação com o mesmo período do ano passado, o PIB cresceu 2,9%. No acumulado em quatro trimestres, o PIB brasileiro cresceu 3,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O crescimento registrado entre janeiro, fevereiro e março no Brasil (2,9%), foi influenciado, principalmente, pelo setor da agropecuária, que obteve uma alta de 10,2% no trimestre. O setor da Indústria se destacou, com uma alta de 2,4% no período. Nesta ótica de comparação o setor de Serviços também apresentou uma variação positiva, e cresceu 2,1% sendo influenciado principalmente pela alta em Informação e comunicação (6,9%).
Na variação trimestral, os resultados divulgados pelo IBGE foram mais fortes do que o observado em 2024, quando a atividade do país cresceu 2,6%. A maior alta foi observada na Agropecuária, que passou de uma retração de -5,5% em 2024 para uma alta de 10,2% em 2025, na mesma base de comparação. O setor de serviços, no entanto, apresentou um resultado menos promissor em 2025, se comparado a 2024, saindo de 3,5% para 2,1% de crescimento da taxa trimestral. O subsetor que apresentou a maior queda entre o observado nos anos foi o de outras atividades de serviços que passou de 5,4% de alta para 2,5% em 2025.
O último boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central do Brasil, prevê que o PIB total brasileiro (variação % sobre ano anterior) encerre o ano de 2025 com um crescimento de 2,14%. Para 2026 a expectativa é de um crescimento de 1,70% e para 2027 de 2,00%.
No primeiro trimestre de 2025, na comparação como o mesmo período do ano passado, a economia brasileira cresceu 2,9%, influenciado principalmente pelo resultado observado na Agropecuária (10,2%). Esse avanço da economia nacional foi próximo ao esperado pelas expectativas de mercado que já havia sinalizado um avanço de 3,1% do PIB brasileiro na base anual. Acrescido a isso, é importante destacar que este é o 17º trimestre seguido que o PIB apresentou um avanço ante o mesmo período do ano anterior.
No acumulado em quatro trimestres, no entanto, o PIB brasileiro apresentou uma variação de 3,5%. Nesta ótica de comparação, o setor de serviços apresentou uma alta de 3,3% sendo o principal destaque do país. Todas as atividades que compõe o setor de Serviços tiveram resultados positivos no acumulado em quatro trimestres, com destaque principal para a atividade de ‘Informação e comunicação’ (6,6%). Em seguida, aparecem as atividades de ‘Outras atividades de serviços’ (4,6%), ‘Comércio’ (3,6%), ‘Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados’ (3,4%), ‘Atividades imobiliárias’ (3,1%), ‘Transporte, armazenagem e correio’ (2,1%), ‘Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social’ (1,3%). A tabela a seguir demonstra os resultados do setor de serviços e suas atividades em todas as óticas de comparação apuradas e divulgadas pelo IBGE:
O setor de serviços corresponde a cerca de 70,0% do PIB brasileiro. No primeiro trimestre de 2025 houve um avanço modesto de 0,3% em relação ao trimestre anterior, ainda que este resultado esteja muito próximo de uma estabilidade, esse montante implica em um favorecimento da atividade econômica. Apesar dos juros mais altos – que afeta diretamente o crédito, importante ferramenta para o consumo de bens, serviços e turismo, o consumo das famílias (influenciado pelo ganho real de renda) e o investimento dos empresários continuam avançando.
Esses fatores podem justificar a desaceleração do setor em relação ao mesmo trimestre do ano passado (conhecido como o “super trimestre” do comércio) e também justificam a manutenção de alta expressiva em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior e o resultado observado em quatro trimestres.
De acordo com Gabriela Martins, economista da Fecomércio MG, o resultado observado no PIB do primeiro trimestre de 2025 foi bem alinhado com as estimativas existentes no mercado. “Notamos um crescimento significativo do PIB no primeiro trimestre deste ano. O setor da agropecuária foi o que mais se destacou, influenciado principalmente pelos fatores climáticos favoráveis e também por estar crescendo em cima de uma base fraca. O setor de serviços, por sua vez, apesar de ter apresentado um resultado próximo da estabilidade na variação contra o trimestre imediatamente anterior, acumula uma alta de 3,3% no acumulado em quatro trimestres. Apesar das altas taxas de juros, o setor de serviços continua sendo fortemente influenciado pela alta do consumo, o desemprego baixo e o ganho real de renda. Esse cenário permite com que as expectativas para o setor se mantenham positivas”, explica Gabriela Martins.
Fonte/Créditos: Fecomércio MG
Créditos (Imagem de capa): Fecomércio MG
