O agressor e o tutor do cãozinho Spike, morto a facadas na última semana, em Feu Rosa, na Serra, foram convocados a prestarem depoimentos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Maus-tratos Contra os Animais da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo (Ales).
Os servidores da CPI, acompanhados de militares da Força Tática da 14ª Cia do 6° Batalhão, estiveram na casa do tutor, José Raimundo Pereira e do agressor, Gilvanei Silva dos Santos, um pedreiro de 28 anos, que chegou a ser preso em flagrante na noite do crime, nesta quinta-feira (8). Ele é acusado da morte do animal, no último dia 1º de julho, e foi liberado na audiência de custódia.
Segundo a presidente da comissão, deputada estadual Janete de Sá (PMN), a convocação é para ouvir as justificativas do agressor. “Nós queremos, com a convocação dos envolvidos na CPI, ouvir as justificativas do agressor que até agora não disse porque cometeu um crime tão covarde, desferindo duas facadas profundas no animal que chegou a ter as vísceras expostas”, afirma a parlamentar.
A presidente afirma ainda, que o acusado se reservou no direito de apenas se manifestar em juízo e, na ocasião de sua prisão, no dia do crime, ele não explicou o motivo que o levou a cometer o crime. Para Janete, sua permanência na sociedade é um risco para todos. “O que nós apurarmos na CPI vai ser encaminhado para o Ministério Público. Entendemos que esse homem é um risco para a sociedade uma vez que em estado de embriagues pode colocar em risco a vida não só de animais como de seres humanos” declarou.
O cachorro Spike foi morto a facadas pelo próprio amigo do tutor, que estava bebendo com ele, no dia do crime. Antes de ir embora, eles discutiram e o pedreiro matou o animal a facadas. Depois do crime o agressor fugiu sendo localizado depois pela Polícia Militar e conduzido para Delegacia Regional da Serra onde foi autuado.
A audiência da CPI dos Maus-Tratos Contra os Animais acontece na terça-feira (13), às 18h30min, na Assembleia Legislativa. Além do tutor e do agressor do animal também vão ser ouvidos os policiais militares que atenderam a ocorrência no dia do crime.
O crime de maus-tratos a animais prevê pena de prisão que varia de 2 a 5 anos de prisão.
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