O avanço da inteligência artificial transformou a rotina de milhares de profissionais do Direito. Ferramentas como ChatGPT, Claude e Gemini passaram a ser utilizadas para pesquisa jurídica, análise de documentos, elaboração de peças e apoio à tomada de decisão. Ao lado dos ganhos de produtividade, porém, cresce a preocupação com a geração de jurisprudências inexistentes, referências sem fonte verificável e citações jurídicas incorretas.
Segundo levantamento da American Bar Association (ABA), 46% das grandes bancas de advocacia já incorporaram ferramentas de inteligência artificial em suas operações. Outro estudo indica que 69% dos profissionais do Direito utilizam IA generativa em alguma etapa do trabalho. Ao mesmo tempo, 39% dos líderes jurídicos apontam a falta de confiança nos resultados como um dos principais obstáculos para ampliar o uso da tecnologia.
O debate ocorre em um momento de amadurecimento da adoção da inteligência artificial no setor jurídico. Embora os modelos generativos tenham ampliado a capacidade de pesquisa e produção de conteúdo, profissionais de tecnologia destacam que essas ferramentas operam com base em probabilidades estatísticas e podem produzir respostas plausíveis mesmo quando determinadas informações não correspondem à realidade dos fatos ou dos registros oficiais.
Nesse contexto, empresas de tecnologia jurídica têm desenvolvido mecanismos voltados à validação e rastreabilidade das informações utilizadas por sistemas de IA. Entre elas está a Jusratio, legaltech brasileira que atua na integração entre modelos de inteligência artificial e bases jurídicas de jurisprudência e legislação.
Segundo Anderson Santos, fundador da empresa, o crescimento da adoção da IA no Direito ocorreu em velocidade superior ao desenvolvimento de mecanismos de verificação das informações produzidas por esses sistemas.
“A adoção da IA no Direito cresceu mais rápido do que os mecanismos de validação dessas informações. Muitos profissionais já utilizam inteligência artificial diariamente, mas ainda precisam dedicar tempo à conferência das fontes citadas e à verificação da existência dos precedentes mencionados”, afirma.
O surgimento de soluções voltadas à validação jurídica acompanha uma tendência observada em outros setores regulados, como saúde, finanças e seguros, nos quais a utilização de inteligência artificial tem sido acompanhada pela criação de mecanismos adicionais de auditoria, rastreabilidade e transparência.
A discussão sobre inteligência artificial no Direito tende a evoluir da capacidade de geração de conteúdo para a confiabilidade das informações produzidas. Nesse cenário, a verificação da origem dos dados, a rastreabilidade das referências utilizadas e a possibilidade de auditoria das respostas geradas por IA passam a ocupar papel central na adoção dessas tecnologias pelo mercado jurídico.
Sobre a Jusratio
A Jusratio é uma legaltech brasileira voltada à integração entre ferramentas de inteligência artificial e bases jurídicas de jurisprudência e legislação. A empresa desenvolve soluções que buscam ampliar a rastreabilidade das informações utilizadas em pesquisas jurídicas realizadas com apoio de modelos de IA.
Website: www.jusratio.com.br
Fonte/Créditos: DINO
Créditos (Imagem de capa): Advogado trabalhando sentado com expressão de preocupado

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