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Domingo, 07 de Junho 2026
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Pix: você sabe como se proteger dos golpes?

Vem ler essa matéria e conhecer algumas dicas e quais são os principais golpes utilizados pelos criminosos

Pix: você sabe como se proteger dos golpes?
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O Pix foi desenvolvido pelo Banco Central do Brasil, no ano passado, e revolucionou a forma de receber e pagar, permitindo fazer transferências e pagamentos para qualquer banco ou fintech, em questão de segundos, e sem custos para o consumidor.

No entanto, após quase um ano do seu lançamento, tem crescido o número de golpes cometidos por criminosos, que utilizam a ferramenta como meio para transferências irregulares de dinheiro ou para conseguir dados pessoais e bancários dos consumidores, com o objetivo de roubar senhas e efetuar fraudes.

Por essa razão, o Instituto Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-ES) faz um alerta para algumas fraudes estão sendo cometidas.

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Um golpe muito comum está relacionado ao recebimento de link por SMS. O consumidor recebe uma mensagem de texto informando que um valor sairá da sua conta e que caso não reconheça a transação deve clicar em um link.

Também são enviadas mensagens informando que há um Pix programado em nome de terceiros e que para cancelar o consumidor deverá clicar em um link.

Ainda ocorre o recebimento de mensagens por e-mail, tendo como remetente o nome de uma empresa conhecida, afirmando que o destinatário teve sua conta bloqueada e que para desbloquear deve-se clicar em um link malicioso.

Outro golpe que envolve transações via Pix é a clonagem de WhatsApp. Sem perceber tratar-se de uma fraude, o consumidor repassa para os criminosos os códigos de autenticação do aplicativo e a partir daí os bandidos se passam pela pessoa e pedem dinheiro emprestado para contatos conhecidos, por meio de transferências via Pix.

Ainda há o “golpe do perfil falso” e o “troquei de número”, que não envolve a clonagem da conta do WhatsApp. Criminosos utilizam dados e fotos obtidas de redes sociais, conseguem o contato de amigos e parentes da vítima e tentam convencê-los de que o número de celular é novo e pedem dinheiro emprestado via Pix.

Também tem sido aplicado o golpe do “bug do Pix”, no qual os criminosos induzem a pessoa a acreditar em um suposto erro do sistema para aplicar a fraude.

O diretor-presidente do Procon-ES, Rogério Athayde, conta que como forma de diminuir a quantidade de golpes e melhorar a segurança da ferramenta, o Banco Central anunciou que irá implementar novas medidas no pagamento por Pix para reforçar a segurança.

“Haverá redução no limite da transferência durante o período noturno, prazo mínimo de 24h para aprovação de aumento do limite de transações e cadastro prévio de contas que poderão receber Pix acima dos limites estabelecidos. Diante deste fato, o Procon-ES acompanhará de perto as medidas adotadas pelo Banco Central, bem como sua real eficácia”, afirma o diretor.

Athayde acrescenta que o Código de Defesa do Consumidor é claro ao estabelecer a responsabilidade objetiva do fornecedor, sendo seu dever arcar com eventuais prejuízos decorrentes dos serviços ofertados e prestados.

Caso o consumidor seja vítima de algum golpe, deverá registrar imediatamente um boletim de ocorrência, comunicar à instituição financeira e denunciar o fato aos órgãos de defesa do consumidor.

Fique atento e evite fraudes

-Confira o remetente dos e-mails recebidos e não acesse páginas suspeitas;

-Nunca clique em links recebidos por e-mail, WhatsApp, redes sociais ou SMS para cadastro da chave Pix ou para cancelamento ou confirmação de transações;

-Cadastre suas chaves Pix apenas nos canais oficiais dos bancos, como aplicativo bancário, Internet Banking ou agências;

-Nunca compartilhe o código de verificação recebido quando você realiza o cadastro da chave Pix;

-Não faça qualquer tipo de cadastro no Pix a partir de ligações telefônicas ou contatos pelo WhatsApp;

-Não forneça senhas ou códigos de acesso fora do site do banco ou do aplicativo;

-Não faça transferências para amigos ou parentes sem confirmar por ligação ou pessoalmente que realmente se trata da pessoa em questão, pois o contato da pessoa pode ter sido clonado ou falsificado.

Créditos (Imagem de capa): Pixabay

Redação Site da Serra

Publicado por:

Redação Site da Serra

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