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Sexta-feira, 17 de Abril 2026
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Notícias / Espírito Santo

Primeira aguardente brasileira feita 100% de cacau é capixaba

Entenda a diferença entre aguardente e cachaça e conheça a inovação no mercado capixaba

Primeira aguardente brasileira feita 100% de cacau é capixaba
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Que o Espírito Santo se destaca quando o assunto é a produção de cachaça, isso não é novidade para ninguém. É que o estado ocupa a terceira posição entre os maiores produtores da iguaria no Brasil, trazendo para o topo desta lista os municípios de São Roque do Canaã, Castelo e Domingos Martins.

Quando o assunto são as aguardentes em geral, o estado também não fica para trás, é o quarto maior produtor, com destaque para Castelo que se posiciona na frente de Cachoeiro de Itapemirim e de São Roque do Canaã. Os dados são do Anuário da Cachaça de 2021.

Mas afinal, qual a diferença entre cachaça e aguardente? A verdade é que toda cachaça é aguardente, mas nem toda aguardente pode ser considerada cachaça, apenas aquela feita exclusivamente da cana de açúcar.

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No Espírito Santo tem 94 alambiques produtores de aguardente de cana, além de outros 14 que produzem outras aguardentes e destilados, mercado que está crescendo no estado. Quem está acompanhando esse movimento é o André Luiz Scampini, de Linhares, que inovou com a produção de uma aguardente de cacau, a Cacahuatl.

“Eu era um destilador caseiro e fazia bebidas destiladas como um hobby. Produzia cachaça, rum, gin, vodka, whisky, aguardente de fruta, mas fazia em casa, como um passatempo. Então quando surgiu a demanda para aproveitar melhor o fruto do cacau, resolvi tentar fazer o destilado e deu certo. Mas eu não tinha nenhuma experiência profissional com produção de bebidas alcoólicas”, conta Scampini.

A demanda a que ele se refere veio da esposa, que tem lavoura de cacau, e se incomodava ao ver que boa parte do fruto não era aproveitada. Entre a experiência e a produção de fato, foram cerca de 18 meses. E o trabalho não se resumiu apenas à criação da receita, também houve o cuidado com a qualidade do cacau e a busca por bons fornecedores da região de Linhares para a produção em larga escala.

“Nós buscamos selecionar as melhores características da matéria prima, que cumpram as nossas exigências de qualidade, dentre eles a higiene e cuidados sanitários na hora da colheita, além de algumas características que atendam aos requisitos da produção da bebida”, explica o produtor.

A Cacahualt está ganhando o mercado e no mês de julho, o produtor esteve presente na Feira do Empreendedor realizada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Espírito Santo (Sebrae/ES). Para ele, esta é uma das melhores formas de apresentar o seu produto.

“A minha bebida participa de muitos eventos, muitas feiras. Além de ser uma bebida de mercado interno, também somos tipo exportação, e essas feiras abrem portas do mercado externo para os produtos brasileiros”, explica André.

Legítima capixaba

Diretamente de Linhares, no Espírito Santo, a primeira aguardente brasileira feita 100% do cacau é uma legítima capixaba. André conta que foi desafiador começar uma ideia do zero.

“Eu tive que criar a receita da aguardente. Cheguei a pesquisar documentação científica, fiz contato com especialistas da Bahia, mas não achei nada sobre o assunto. Então tive que usar minha experiência como destilador amador para fazer a bebida e depois refinar a receita para ficar com as características sensoriais que eu queria. Ser pioneiro é uma alegria e ao mesmo tempo é um desafio, porque você lida com um mercado que nunca viu o seu produto antes, não sabe o que é e ainda existe uma resistência natural”, conta André.

A curiosidade também é algo interessante, uma vez que os consumidores criam expectativas diferentes antes mesmo de provar a Cacahuatl. A associação do cacau com o chocolate automaticamente faz com que as pessoas acreditem que a aguardente será doce, outros acreditam que sentirão um leve sabor da cana e outros não sabem o que esperar. Segundo André, para todos eles, o sabor da Cacahuatl é surpreendente.

“O público consumidor fica surpreso com o fato dela ser diferente de tudo que eles já provaram na vida. A minha bebida é cacau fermentado e destilado, é puro cacau, 100% cacau, não é misturado com nenhuma outra bebida. Ela tem um sabor inteiramente próprio, totalmente novo, totalmente diferente, então ela não é comparável a nada que você conheça. Todo mundo que prova pela primeira vez percebe como ela é diferente, como ela é frutada, saborosa, como ela é aromática, deixa um sabor bom na boca. Ela surpreende”, se orgulha Scampini.

Créditos (Imagem de capa): Divulgação

Redação Site da Serra

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