A primeira sessão deste ano do legislativo capixaba foi marcada pela transmissão, tanto na TV Assembleia, como pelas redes sociais, de tradução simultânea da Língua Brasileira de Sinais (Libras).
De acordo com o presidente Erick Musso (Republicanos), trata-se de uma medida de inclusão que aproxima ainda mais os capixabas do trabalho realizado na Assembleia Legislativa (Ales).
“Cerca de 14% da população brasileira têm algum tipo de surdez. A comunicação por sinais é de extrema importância para essa parcela da população. Uma sociedade justa e inclusiva se faz com respeito às minorias. O intérprete nas sessões vai sinalizar às pessoas todas as relações e interações que vão acontecer”, explica.
De acordo com o coordenador técnico-operacional da Secretaria de Comunicação Social (SCS), Charles Scárdua, a tradução será feita por duas intérpretes que se revezarão a cada 20 ou 30 minutos em uma sala próxima ao plenário - o espaço já conta com cabeamento de áudio e vídeo. O valor do contrato da empresa que prestará o serviço é de R$ 128,7 mil por 12 meses.
O tradutor e intérprete de Libras/Português do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) Josué Rego da Silva considera a novidade uma “vitória de extrema importância”.
Sobre a interpretação simultânea no ambiente legislativo, muitas vezes permeado de jargões, o intérprete destaca que é um processo novo para o qual será necessário alcançar uma convenção em torno dos termos e nomes.
Para isso, sugere a troca de informações com outras assembleias que já adotam a tradução simultânea, além de entidades da área e comunidade.
No entanto, Josué adianta que já há entendimento sobre o sinal em Libras para identificar a Ales, assim como alguns deputados. Os parlamentares que ainda não receberam essa identificação por sinais vão recebê-la de acordo com suas características (não é uma “tradução” do português).
Créditos (Imagem de capa): Reprodução | TV Ales
